A “continuação” da Linha 2 – Verde do Metrô, em fase de construção a partir da Vila Prudente e com destino a Cidade Tiradentes, no extremo Leste, parece uma grande incógnita quanto à real capacidade de ser um transporte rápido, seguro e com algum conforto.  A demanda por Metrô em bairros do trajeto como São Mateus e Parque São Lucas, para ficar apenas nos mais próximos, receberá um sistema inédito na cidade: o “metrô-leve”.

Obras na Anhaia Melo

"Esqueleto" de coluna que irá sustentar o Monotrilho

Fica um pouco difícil especificar exatamente o que será o metrô-leve. Não pude precisar se será um veículo leve sobre pneus (VLP) ou sobre trilhos (VLT), embora esteja sendo chamado de “monotrilho” pela imprensa e pelo sindicato dos metroviários. Apesar de encontrar um fórum sobre o assunto que diferencie estes modais, para este texto, que não tem pretensões técnicas, utilizarei o termo monotrilho, em oposição ao que conhecemos como metrô. Posso, futuramente, tentar esclarecer tais diferenças em outro texto.
Quem assistiu a um famoso episódio dos Simpsons provavelmente não considera a idéia do monotrilho muito boa. No desenho, o “vendedor” do sistema consegue convencer a população (não há vereadores na Springfield de Homer) a instalar um sistema de transporte caro, de mau gosto urbanístico e sem demanda em uma cidadezinha do interior. As coisas pioram quando Marge descobre outras cidades que aderiram ao monotrilho e entraram em decadência. (clique em “Mais” para ler o final do texto”). (mais…)

Está praticamente oficializado no calendário da cidade: no começo de janeiro o prefeito Kassab aumenta o preço das passagens de ônibus, para garantir que empresários lucrem com a operação de um serviço público. Algumas pessoas, em geral estudantes, organizam uma  passeata para uma semana depois, e a passeata, como muitas outras, sofre repressão policial.

Estive em uma dessas passeatas dessas no ano passado. Com gritos de protesto, umas poucas centenas de estudantes vão às ruas do Centro paulistano chamar a atenção para o aumento das passagens de ônibus. Como poucas manifestações feitas por estudantes, essas contra o aumento da passagem têm a simpatia dos comerciantes e transeuntes da cidade. Todos ali sofrem com o aumento das tarifas, pois são raros os que moram no Centro, mesmo que durante o dia milhões de pessoas deem vida à região. Em 2010, uma passeata anterior à qual eu fui, foi “dispersada” pela polícia.

Mas a questão é que a polícia, em um número preocupante de vezes, “desce a borracha”. Pessoalmente, já tive a desagradável experiência de precisar fugir da PM durante uma manifestação em frente à  Assembleia Legislativa de São Paulo. Bombas de gás e de “efeito moral” sendo arremessadas em meio às pessoas e carros, cavalaria a postos, “prisões-relâmpago” etc. Do ano passado achei esse texto “Ato contra o aumento da passagem acaba com presos e feridos“. De 2011, além dos relatos de colegas de jornalismo da USP, a Folha de S. Paulo e o Blog Vi o Mundo, do jornalista Luiz Carlos Azenha, contam como se deu a perseguição aos manifestantes.

Liberdades

O Movimento Passe Livre (maiores explicações no link), defende a gratuidade de tarifas de transporte, bancada por impostos progressivos, para que todos possam ter acesso ao transporte público (afinal, ele não é público??). Dados publicados nesse site baseiam a afirmação de que 35% da população urbana brasileira não tem dinheiro para o transporte público regularmente. Isso condiciona a liberdade de ir e vir, pelo menos dentro de uma cidade, ao fato de a pessoa ter dinheiro – ou não – para a passagem. Que condições uma pessoa pode ter de procurar emprego ou estudar se para fazer isso precisa comprometer gastos com alimentação ou aluguel?

Outra liberdade que se costuma barrar por aqui é a de protestar, seja lá contra o que for. Aos olhos da sociedade, quem protesta, ao entrar em conflito com a polícia, acaba caindo em descrédito, sendo taxado de baderneiro (afinal, em vez de estar trabalhando, estava arranjando encrenca com a PM na cidade). A repressão inibe outras pessoas de participarem de um ato completamente legítimo e formado em maioria absoluta por pessoas que não estão lá para levarem bala de borracha e spray de pimenta, mas para reclamar melhorias junto ao poder público (ainda que não sejam atendidas).

Me pergunto como seriam essas passetas contra o aumento das passagens de ônibus se mais pessoas se sentissem seguras para participar. Numa cidade de números colossais, qualquer pocentagem mínima de cidadãos já encheria as ruas e pressionaria a prefeitura por mudanças. Mas seguimos apanhando, por enquanto…

Meu xará Leonardo Feder, jornalista também formado na ECA, é cadeirante. E escreveu um texto muito bom a respeito da acessibilidade das estações de Metrô da linha 2 (verde), que ficam sob a Avenida Paulista. Eu sinceramente não imaginava que, mesmo com elevadores, o Metrô apresentasse tantas barreiras a quem precisa da cadeira de rodas. Nem o Metrô, nem a Avenida Paulista, plana e planejada. O que será do resto da cidade então?

Vai aqui o link para a matéria: A Linha-verde do metrô é acessível mesmo?

Aproveito o assunto “acessibilidade” para lembrar de algo bastante estranho que tenho visto por aí: ônibus com espaço para cadeiras de rodas, mas sem rampa ou elevador, apenas degraus fixos.  Como é que faz quando alguém precisa subir de cadeira de rodas?

O título deste post cita o título de um texto publicado no site da Superinteressante. A pequena matéria cita 4 comportamentos que podem diminuir as chances de o passageiro ser assaltado. Não estava escrito em lugar nenhum na matéria, mas é presumível que os assaltos sejam feitos geralmente durante a noite, quando as ruas e os ônibus estão mais vazios, facilitando a ação e a fuga dos  ”arrecadadores”.

Aqui vai o link para a matéria: Como não se dar mal em um assalto a ônibus?

Recordar é viver…

Este é o segundo post que faço com textos da Super. O primeiro, “Ônibus da morte”,  é de abril do ano passado. Fala sobre ônibus desenvolvidos pelos chineses para executar “dignamente” os condenados à morte pelo interior do país.

E falando em Super…

Nossa colega Gabi Portilho está mandado muito bem no blog Ciência Maluca, da Superinteressante.  Aí vai o link: http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/

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