Conversa com Anderson Magalhães, vendedor de balas na parada Brigadeiro Faria Lima do corredor Campo Limpo-Rebouças-Centro.

Faz tempo que você vende balas aqui?

Não, faz uns 30 dias, eu vendia água naquele farol ali [aponta pro farol na Av. Rebouças em cruzamento com a Faria Lima].

E você tem outra profissão? Faz isso pra complementar renda como é?

Ah, eu monto móveis, mas a coisa tá enrolada, enquanto isso eu vendo bala aqui, tiro R$25 a 30 por dia. Já é um bom dinheirinho né rapaz, sabe como é que é.

Que horas você faz?

Olha cara, aqui eu faço dez, dez e meia até umas seis… aqui eu faço meu horário.

E por esse tempo que você permanece aqui, você tem notado alguma coisa diferente?

Diferente?

É algo que você queira destacar, que te chama atenção?

Oh rapaz, o que chama atenção aqui é mulher bonita. É 24 por 48…

É mulher de olhos azuis, verdes, cinzas, castanhos… é mulher de todo tipo e tamanho. Eh, mulher é coisa boa. Eu sou evangélico, mas gosto de mulher, só não pode é cobiçar.

E quanto as balas, você vende pra quem?

Aqui quem compra é gente que ta indo pro trabalho e chega com um bafo de cigarro e quer ir com um bom hálito trabalhar

Agradeço a atenção e as respostas do vendedor que não se incomoda em responder com boa vontade no meio de “Bala de eucalipto, bala de goma, menta, drops!”.