Já ouviram falar do Anjo da guarda? Se não ouviram, com certeza já devem ter escutado aquele apito dentro do ônibus quando o motorista aumenta a velocidade…
O “anjo da guarda’ é um dispositivo que limita a velocidade dos ônibus a 60 km/h nas ruas e a 50 km/h nos corredores. Se estiver funcionando corretamente, ele corta a tração do motor após esse limite. Além disso, ele impede que o carro ande com as portas abertas. O dispositivo é obrigatório desde início de 2007 e os ônibus que trafegarem sem ele estão sujeitos a multa.

Dessa forma, o dispositivo tenta evitar abusos de velocidade na cidade e acidentes nos pontos contribuindo para o aumento de segurança das viagens. O problema é que o anjo da guarda, ao que aparenta em alguns pontos, não foi desenvolvido para trabalhar num sistema caracterizado pela superlotação dos ônibus.

Em pontos assim – exemplo das paradas como Brigadeiro Faria Lima e Eldorado – o Anjo da Guarda contribui para alimentar um ciclo vicioso de congestionamento de ônibus e atraso nas viagens. O ciclo vai assim: nos horários de pico, o número de linha são insuficientes, bem como o espaço da parada e a largura da via – ex. da Faria Lima e Eldorado  >> isso faz com que o ônibus chegue a parada e fique superlotado >> mais passageiros desejam entrar, pois estão esperando a muito tempo >> o ônibus não pode sair pois fica com a porta aberta >> mais ônibus se acumulam na fila >> o tempo de espera aumenta, logo o número de passageiros no ponto aumenta >> e dessa forma o horário de pico é prolongado.

Trata-se também de uma questão de conscientização. Afinal é claro que andar com as portas do veículo abertas, com este superlotado é muito arriscado, portanto os passageiros deviam saber que não adianta insistir. Mas cadê o respeito por parte da administradora com o passageiro?… que fica no ponto esperando um engarrafamento de ônibus, via de regra superlotados e ainda tem de ceder seu tempo para uma próxima viagem, cadê?
PS.: E isso não é novo, inclusive, o problema já foi tratado pelo Diário de S. Paulo, não encontrei link aberto, apenas citação da matéria.

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