Já ouviram falar do Anjo da guarda? Se não ouviram, com certeza já devem ter escutado aquele apito dentro do ônibus quando o motorista aumenta a velocidade…
O “anjo da guarda’ é um dispositivo que limita a velocidade dos ônibus a 60 km/h nas ruas e a 50 km/h nos corredores. Se estiver funcionando corretamente, ele corta a tração do motor após esse limite. Além disso, ele impede que o carro ande com as portas abertas. O dispositivo é obrigatório desde início de 2007 e os ônibus que trafegarem sem ele estão sujeitos a multa.
Dessa forma, o dispositivo tenta evitar abusos de velocidade na cidade e acidentes nos pontos contribuindo para o aumento de segurança das viagens. O problema é que o anjo da guarda, ao que aparenta em alguns pontos, não foi desenvolvido para trabalhar num sistema caracterizado pela superlotação dos ônibus.
Em pontos assim – exemplo das paradas como Brigadeiro Faria Lima e Eldorado – o Anjo da Guarda contribui para alimentar um ciclo vicioso de congestionamento de ônibus e atraso nas viagens. O ciclo vai assim: nos horários de pico, o número de linha são insuficientes, bem como o espaço da parada e a largura da via – ex. da Faria Lima e Eldorado >> isso faz com que o ônibus chegue a parada e fique superlotado >> mais passageiros desejam entrar, pois estão esperando a muito tempo >> o ônibus não pode sair pois fica com a porta aberta >> mais ônibus se acumulam na fila >> o tempo de espera aumenta, logo o número de passageiros no ponto aumenta >> e dessa forma o horário de pico é prolongado.
Trata-se também de uma questão de conscientização. Afinal é claro que andar com as portas do veículo abertas, com este superlotado é muito arriscado, portanto os passageiros deviam saber que não adianta insistir. Mas cadê o respeito por parte da administradora com o passageiro?… que fica no ponto esperando um engarrafamento de ônibus, via de regra superlotados e ainda tem de ceder seu tempo para uma próxima viagem, cadê?
PS.: E isso não é novo, inclusive, o problema já foi tratado pelo Diário de S. Paulo, não encontrei link aberto, apenas citação da matéria.
Junho 16, 2008 at 4:56 pm
Não sei se este dispositivo está instalado nos ônibus metropolitanos… já vi alguns pisando fundo na Corifeu, por volta da meia noite.
Junho 16, 2008 at 8:37 pm
Teoricamente sim Médici, a questão é se ele estão funcionando corretamente, é muito diferente quando ele realmente retira a tração do motor. Vi poucos ônibus em que realmente isso acontecia.
Junho 16, 2008 at 9:22 pm
Ei Médici, desculpe cara, fui confirir a informação, caso o ônibus seja da EMTU, não compete a Sptrans/Secretaria municipal de transportes mas sim a Estadual.
Junho 17, 2008 at 3:48 pm
Com “anjo” ou sem ele, não deveria aí prevalecer o “bom senso”? Todos os ônibus, para evitar a “distração” dos motoristas, deveriam ter esse dispositivo. Os passageiros agradeceriam.
Junho 17, 2008 at 3:52 pm
Com “anjo” ou sem ele, não deveria aí prevalecer o “bom senso”? Todos os ônibus, para evitar a “distração” dos motoristas, deveriam ter esse dispositivo. Os passageiros agradeceriam.
Junho 17, 2008 at 4:50 pm
Nos unicos casos em que vi esses mecanismos funcionando foi em relacao as portas. Os carros do fura-fila definitivamente nao tem controle de tracao. um deles passou dos 60km/h e nao teve apitinho nem reducao, nada.
Vi no site da SPtrans, logo que houve uma serie de acidentes com busoes, que uma das obrigacoes para estes aparelhos era nao prejudicar a seguranca. Talvez por isso nao seja tao perceptivel a atuacao sobre o motor, por ser algo mais “suave”.
Setembro 13, 2008 at 5:53 pm
Boa tarde Danilo.
Achei interessante sua colocação.
Sou propietário de uma empresa que fabrica os equipamentos comumente chamados de “Anjo da Guarda”, e interesso-me muito pelos comentários, principalmente dos usuários ou observadores do sistema.
Face a sua colocação, o sistema por nós produzido, o Confiare (www.confiare.ind.br), possuí regulagem, que permite ao motorista poder entrar em marcha com o veículo, e após alguns Km’s, se a porta não estiver fechada o mesmo inibe a aceleração, porém por solicitação da SP Trans, a porta deve estar totalmente fechada antes da roda completar 1/4″ de volta.
Acho importantíssimo, pois o equipamento inibe falhas humanas do motorista.
Quanto ao tempo, acho que todo veículo só deve partir com as portas fechadas, e o tempo com ou sem equipamento tem uma diferença entre 1/2s e 1s, que é praticamente nada.
Novembro 4, 2009 at 8:43 pm
Ola.
Se o senhor acha que o seu sistema é bom é porque nunca trabalhou com onibus, pois as viagens que seguramente era realizada em 1 hora agora demora quase 2 horas com seu sistema. Acho que deveria pensar nos transtornos que o seu sitema trouxe para a vida de todos, sendo passageiros, nós motoristas, e para o transito em geral. Agora nós só escutamos reclamações, por causa da demora. Nós, condutores agradecemos a sua compreensão…
Julho 9, 2009 at 3:11 pm
adquiri um caio apache vip 0km equipado com o confiare e não sei operá-lo. Favor enviar instruções de uso, pois o mesmo não veio om manual de instruções.