junho 2008


Desde o dia 26 de maio, há uma linha de ônibus nova ligando a região do Rio Pequeno à Brigadeiro Faria Lima. Trata-se do 775V/21 Shopping Iguatemi/Rio Pequeno, não confundam com o 775V/10, o Metrô Santa Cruz. O ônibus parte da praça Nilton Vieira de Almeida no Jardim Sarah e passa por trechos das vias principais R. Jorge Ward, Av. do Rio Pequeno, Av. Politécnica, Av. Corifeu de Azevedo Marques, Av. Vital Brasil, Largo de Pinheiros, R. Teodoro Sampaio e Av Brigadeiro Faria Lima até o ponto do Shopping Iguatemi. O percurso, segundo o site da SPTrans, leva cerca de uma hora, peguei a linha outro dia por volta de 8h e levei 45 minutos da Av. do Rio Pequeno nº200 até o Shopping, portanto ficando dentro do previsto. Detalhe importante: o ônibus não passa aos fins de semana.

Consultando a SPTrans, fui informado do seguinte motivo para a criação da linha “toda linha nova visa à atender uma demanda de passageiros de uma região a outra”. Ainda estou a busca de uma melhor especificação de qual região estava com uma ‘demanda’ não atendida. Uma hipótese, do motorista dessa linha, é de que ela terá como objetivo futuro ligar o Rio Pequeno à nova estação de metrô na Brigadeiro, mas isso precisa ser confirmado. Quando eu tiver mais informações, ponto aqui.

É bom lembrar que a linha xará dessa nova, a 775V/10 faz praticamente o mesmo percurso, depois seguindo para Santa Cruz. Outro detalhe: essa nova linha faz parte do percurso da extinta Vila Guacuri Rio Pequeno, linha muito extensa que além de ligar o Rio Pequeno à Faria Lima, seguia longe para Interlagos. Inclusive essa era a única opção, para quem não queria fazer integração saindo do Rio Pequeno ou da Corifeu indo para as Bandas de Interlagos. Essa demanda continua a não ser atendida.

Neste domino, dia 9, fui conhecer o Pico do Jaraguá de ônibus. Peguei a linha 8696/41-Praça Ramos/Jaraguá lá na Praça Ramos. A ida e a volta duraram cerca de 1 hora. Esse ônibus passa por dois pontos na rua das portarias do parque, a primeira é pra quem vem de carro, a segunda pra quem quer subir cerca de 50 minutos de trilha até a antena instalada no cume do pico.

Lagoa no Pico do JaraguáNa entrada do parque há seguranças que dão informações, banheiros e outras instalações. Alguns metros adentro e me deparo com um lago rodeado pela vegetação da Serra da Cantareira. Logo acima, há um playgroud para crianças, próximo a uma pequena cascata. Subindo mais uns metros encontrei a trilha bem sinalizada indicando 45 minutos de subida. Devo ter levado cerca de uma hora parando para tirar fotos de macacos no caminho, de árvores e das primeiras vistas da cidade.

O caminho de trilha é bem aberto, rodeada por mata fechada, o clima é úmido e pude ouvir gotas dentre as árvores. Há bastante sinalização, e apenas o final do caminho é acidentado. Ele desemboca na estrada de asfalto, por onde, seguindo mais alguns metros chaguei a antena, no cume do pico.

Lá em cima também tinha lanchonete e ainda uma feirinha de artesanato. Olhando para cima vi uma correição de gente subindo a gigante escada até a antena, o ápice do parque. Dali, onde eu estava, já havia uma boa vista, mas nada comparada a da antena. Lá, nada a frente senão o horizonte e a cidade pequena lá embaixo. Curioso, nesses momentos ver um helicóptero passando muito abaixo de onde eu estava.

vista do pico do jaraguá

A volta também levou cerca de uma hora. Dentre os pontos que o ônibus percorre há o Sesc Pompéia, o shopping West Plaza, e o Cingapura. O pico é o ponto mais alto da cidade com 1.135 metros e compensou visitá-lo não só pela vista mas também pela trilha em meio a mata.

A visita ao pico é a primeira incursão de um novo quadro desse blog, o de roteiros turísticos, caso você tenha sugestões de outros roteiros, por favor, comente.

Por enquanto coloquei só umas fotos da viagem aqui, ainda não tive tempo de reduzi-las para que coubessem na cota do Flickr. Até o fim de semana, mais fotos do parque.

Poucos usuários do transporte coletivo em São Paulo são tão privilegiados quanto os que utilizam a linha 4032-10  Objetivo UNIP / Vila das Mercês. A linha, que existe há cinco anos, é operada por mini-ônibus da empresa COOPERTRANSE.

Durante o trajeto, os usuários podem ouvir as músicas tocadas nas rádios preferidas do motoristas. E ainda podem dar sinal em qualquer trecho do percuso, pois os motoristas da linha, sempre muito solícitos e educados, param o micro-ônibus mesmo fora do ponto, pois o carro pequeno não atrapalha tanto o trânsito.

Outra vantagem é que os micro-ônibus quase nunca viajam lotados, pois o tempo de espera no ponto não é muito grande: em média partem seis carros por hora. O vídeo abaixo foi feito numa quinta-feira de manhã, num trecho próximo à Av. José Maria Whitaker, que geralmente não tem muitos passageiros.

Mas evite utilizar essa linha no período das 18h às 19h30, no trecho entre o Metrô Santa Cruz e a Faculdade UNIP. É que esse é o horário mais utilizado pelos estudantes e, exceção à regra, as vans seguem lotadas….

Voltando pra casa depois de mais um dia na faculdade, estou num ônibus da linha Belém-Terminal Sapopemba/Teotônio quando a porta é aberta e um sujeito de seus 50 anos pede para subir:
“Bateu alí, ó! fechou a ambulância! Esses caras ficam correndo, ficam com pressa pra chegar em casa e pegar a mulher com outro. É tudo corno!”
O comentário é do passageiro que precisou esperar por outro ônibus próximo ao local do acidente, no Largo da Água Rasa, um cruzamento da Salim Maluf e começo da Sapopemba. Ele continuou espalhando sua teoria no outro ônibus, enquanto eu sacava a máquina fotográfica e registrava a desgraça alheia.

Não sei se este foi o problema realmente, mas é muito comum na região, principalmente na Av. Álvaro Ramos, os motoristas abusarem da velocidade. Por sorte não aconteceu nada de grave.

Não fiquei contente em ver um monte de ônibus e bondes estacionados no Museu do Transporte Público, e desci do metrô no meio do caminho…

Saindo da estação Bresser-Mooca e seguindo à direita após as catracas, acompanhando o muro do metrô, podem ser vistos os últimos vestígios de um veterano do transporte em São Paulo. Os trilhos, ainda no chão, são o caminho que o último bonde paulistano percorre aos domingos, entre a estação do Metrô e o Memorial do Imigrante.O último dos bondes

O velho carro já não trabalha pesado como antigamente. Só anda aos domingos, passeando nos trilhos gastos. Nos bancos, crianças e adultos que não viveram nos tempos em que os bondes eram presentes em muitas partes de São Paulo.

Até 1968, ano da desativação do sistema, os trilhos se extendiam por centenas de quilômetros, quase dez vezes mais que o metrô possui atualmente. Para a última viagem de linha comercial, autoridades a bordo e matéria “New journalism” em O Cruzeiro (a matéria pode ser lida em um mural no Museu do Transporte Público).

Os atuais motorneiros vestem roupa e quepe antigos da CMTC e da São Paulo Railway. Trabalham voluntariamente para contar um pouco da história do transporte paulistano. Entre os voluntários está o Sr. Cecílio, aposentado como trabalhador da rodoviária e agora vendendo os bilhetes de passagem.

Cecílio explica que o bonde em que estamos andando não é paulistano “de nascença”, mas veio de Santos. Enquanto os bondes da CMTC eram vermelhos (apelidados de camarões), o nosso é verde. Além disso, o bonde já não é mais elétrico, como antigamente, agora é puxado por um motor de Fiat Tempra, que faz girar as engrenagens.

No fim da linha, de frente para o Metrô, uma palestra sobre o bonde e o agradecimento aos que pagaram 2 reais pelo ingresso, para a manutenção do carro. Na hora de voltar, não tem retorno. O encosto do banco é virado para o lado oposto, e o que era frente passa a ser traseira. O bonde retorna ao Memorial.

Além do bonde, o Memorial também tem passeios de Maria-Fumaça, também apenas aos domingos. O Memorial fica na Rua Visconde de Parnaíba, 1316. Mais detalhes do bonde, da Maria-fumaça e das outras atrações podem ser vistos no site http://www.memorialdoimigrante.sp.gov.br/

Mais imagens do Museu do Transporte Público e do bonde da Mooca em www.flickr.com/sponibus

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