Fevereiro 2009


Tentando facilitar a vida dos leitores que passam aqui pelo blog, organizei um pouco melhor os links desta barra à direita do texto.
Agora os endereços dos blogs de amigos e colegas de internet estão separados em páginas pessoais, geralmente com análises e comentários sobre vários assuntos, e páginas temáticas, que não fogem às análises e comentários, mas têm assuntos específicos.
As empresas de transporte aqui da Grande São Paulo também ganharam links fixos e de fácil acesso. Afinal, é dessas empresas que quase sempre falamos.
As nossas fotos no Flickr continuam na barra, acompanhadas dos arquivos. Logo abaixo tem outro mecanismo que achei interessante adicionar ao blog: busca por palavras.
Esperamos em breve trazer novos conteúdos para a página. Se você, leitor, quiser mandar conteúdos como textos, fotos ou vídeos (ainda não sabemos colocar audio nessa geringonça!), entre em contato com a gente.
Esperamos ter ajudado de algum modo aos milhares de leitores que passaram por aqui ao longo de quase um ano, e queremos continuar oferecendo informações, dicas, curiosidades, e algumas reclamações também.

Quase dois anos depois de o Metrô paulistano permitir a entrada de bicicletas nos finais de samana, finalmente fui conhecer o serviço. A ocasião não parecia das mais oportunas, mas a noite do sábado de carnaval marcou minha primeira viagem, por assim dizer, “híbrida”.

Imagem do site do Metrô

Imagem do site do Metrô

O Metrô passou a permitir a entrada de bicicletas ainda em 2007.  De início apenas em horários restritos do final de semana, a companhia agora permite a entrada da bikes a partir das 14 horas de sábado e durante todo o domingo, além dos dias de semana, a partir das 21 horas.
Saí de casa e em poucos minutos estava pedalando na subida da Av. Álvaro Ramos, com destino à estação Belém. Chegando nos bloqueios da estação, o funcionário prontamente abriu a porta lateral e passou a magrela, enquanto eu passava a catraca. Desço pelas escadas comuns (as rolantes não são permitidas para levar bicicletas, falo novamente disso mais à frente) e caminho em direção ao último vagão.
Confesso que me senti um alienígena empurrando a bike pela plataforma da estação: quase todos olhavam para mim,  como se estivesse com um papagaio ao ombro, de tão exótica que era a bicicleta ali. Em todo o final de semana, vi apenas outra bicicleta dentro do Metrô, levando a acreditar que a alternativa é pouco utilizada.
Estranhamentos alheios à parte, continuei meu caminho com destino a estação das Clínicas. Na Sé, novamente desço a escada de concreto. Na estação Paraíso, onde fiz a segunda baldeação, perdi um trem por causa da obrigação de embarcar somente no último vagão de cada trem:  a composição que seguia no sentido Jabaquara vai em direção oposta à que segue para a Vila Madalena. Logo, precisei atravessar toda a plataforma, perdendo o trem que  já estava lá.
Finalmente chego às Clínicas, onde resolvi burlar a regra que proíbe a circulação das bikes pelas escadas rolantes. Subi os dois desníveis da estação pelas rolantes (não sem antes garantir que não atrapalaria ninguém fazendo isso). Bom, não tomei bronca alguma e repeti a dose no domingo, sempre com o cuidado de ser o último a usar a escada.
Completei o percurso descendo em tempo récorde a rua Cardeal Arcoverde, até a rua Mourato Coelho, onde um bloco de carnaval fazia a sua concentração. Confesso que a bike e o capacete fizeram bastante sucesso no bloco…

Vale a pena?
Fazer o percurso de bike mostrou-se bem interessante, principalmente pela economia. O tempo gasto a mais certamente é compatível com o atraso de um ônibus ou com o trânsito que geralmente se encontra nos percursos que fiz.
Embora seja opção apenas para os finais de semana, a entrada de bikes durante os dias úteis, fora dos horários de pico, seria uma alternativa a quem pode dispensar um carro ou ônibus. Menos stress, menos poluição. Regras um pouco mais flexíveis para as bikes, inclusive para empréstimos e uso de bicicletários (que ainda pretendo experimentar), devem chamar mais usuários para esta que parece ser a nova bandeira do Metrô: o uso de bikes pelos usuários.

Links:
Por quê o Metrô não permite bikes nas escadas rolantes
Regras para os ciclistas dentro do Metrô
Dicas para pedalar com segurança
Bicicletários e empréstimos de bike no Metrô

As coisas ficaram um pouco paradas por aqui, o que não quer dizer que desistimos. Apenas enfrentamos uma crítica falta de tempo.

 Tenho em mente alguns posts para os próximos dias ou semanas.

Também foram feitas alterações em tamanhos de imagens e nomes de links em posts antigos, além da diminuição de posts na primeira página. Tudo para corrigir um problema com a coluna de links que fica na direita da página. Nenhum post antigo teve seu conteúdo alterado.

Obrigado a todos pela visita, e até a próxima do SP Ônibus!

Saí do trabalho às 6 e meia da tarde de hoje, com destino à minha casa, na Zona Leste. Estava na Dr. Arnaldo, em frente à Faculdade de Medicina da USP e, devido ao trânsito, tinha duas (péssimas) opções para chegar em minha residência: Uma delas, provavelmente a mais rápida, provavelmente (um paradoxo?) a mais estressante, mas com certeza a mais cara, era pegar o metrô “bombando” de gente, fazer duas baldeações e, sempre espremido entre milhares de pessoas, tentar descer no Belém, onde outro ônibus me levaria finalmente para casa.
A outra seria pegar um ônibus na Rua da Consolação que fosse direto até o metrô Belém, sabendo, claro, que o ônibus também estaria lotado, e quase certamente levaria mais tempo para chegar ao bendito Belém.
A segunda opção pareceu mais vantajosa, principalmente agora em janeiro, quando o passe escolar não existe. (mais…)