Saí do trabalho às 6 e meia da tarde de hoje, com destino à minha casa, na Zona Leste. Estava na Dr. Arnaldo, em frente à Faculdade de Medicina da USP e, devido ao trânsito, tinha duas (péssimas) opções para chegar em minha residência: Uma delas, provavelmente a mais rápida, provavelmente (um paradoxo?) a mais estressante, mas com certeza a mais cara, era pegar o metrô “bombando” de gente, fazer duas baldeações e, sempre espremido entre milhares de pessoas, tentar descer no Belém, onde outro ônibus me levaria finalmente para casa.
A outra seria pegar um ônibus na Rua da Consolação que fosse direto até o metrô Belém, sabendo, claro, que o ônibus também estaria lotado, e quase certamente levaria mais tempo para chegar ao bendito Belém.
A segunda opção pareceu mais vantajosa, principalmente agora em janeiro, quando o passe escolar não existe.
Como a Dr. Arnaldo estava literalmente entupida, não quis ficar mais de hora preso em um ônibus, quando poderia andar algumas centenas de metros pela própria Dr. Arnaldo até o ponto da Consolação que fica no cruzamento com a Paulista. Caminhei pela avenida, atrav

Pode até ir a pé, mas não conte com nossa ajuda.
essei o acesso para a Rebouças (onde não havia faixa de pedestres, mas o trânsito estava tão parado que naquele momento não houve problema algum) e fui pela calçada do viaduto conforme mostram os riscos vermelho e amarelo do mapa. Quando estes riscos malfeitos se separam é que começa a sacanagem com o pedestre que vos fala: reparaste, leitor, que o caminho em vermelho é bem mais curto até o ponto de ônibus? Reparou também que o outro caminho está em amarelo, quando tudo o que aprendemos em teorias das cores e legislação de trânsito opõe o verde ao vermelho, e não o amarelo?
Os dois caminhos sacaneiam o pedestre principalmente porque são o que sobrou do espaço utilizado para fazer grandes artérias para automóveis.
Para fazer o caminho em vermelho, precisei atravessar em um local sem faixa de pedestre (apesar do semáforo estar alí), pular a corrente que pretendia impedir o acesso à calçada central, passar por um pequeno trecho em que o calçamento está no nível da rua e, finalmente, andar por dentro de um “jardim”, no canteiro central, antes de chegar ao ponto de ônibus.
E se tivesse ido pelo lado “certo”? Posso dizer que poderia ser atropelado mesmo estando nele! Pois é, apesar de cinco faixas de pedestres e quatro semáforos, atravessar a Consolação perto da Alameda Santos exige bastante cuidado: a faixa fica logo após uma curva, não possui semáforo e o motorista, mesmo sinalizando sua entrada à direita , pode ir para a Al. Santos (embora geralmente ninguém sinalize nada mesmo…). Passar pelas esquinas da Alameda completam o cardápio, com dois bares de esquina com suas mesas na calçada, e um deles com o toldo bem baixo. De sobremesa, esperar mais dois semáforos no cruzamento da Consolação com a Paulista.
Acabei pulando a corrente, passando pelo jardim e fazendo o caminho mais curto. A corrente, o jardim e a ausência de calçada poderiam dar lugar a um caminho bem mais curto para os pedestres, entre a Dr. Arnaldo e a Consolação.