Itinerários


A “continuação” da Linha 2 – Verde do Metrô, em fase de construção a partir da Vila Prudente e com destino a Cidade Tiradentes, no extremo Leste, parece uma grande incógnita quanto à real capacidade de ser um transporte rápido, seguro e com algum conforto.  A demanda por Metrô em bairros do trajeto como São Mateus e Parque São Lucas, para ficar apenas nos mais próximos, receberá um sistema inédito na cidade: o “metrô-leve”.

Obras na Anhaia Melo

"Esqueleto" de coluna que irá sustentar o Monotrilho

Fica um pouco difícil especificar exatamente o que será o metrô-leve. Não pude precisar se será um veículo leve sobre pneus (VLP) ou sobre trilhos (VLT), embora esteja sendo chamado de “monotrilho” pela imprensa e pelo sindicato dos metroviários. Apesar de encontrar um fórum sobre o assunto que diferencie estes modais, para este texto, que não tem pretensões técnicas, utilizarei o termo monotrilho, em oposição ao que conhecemos como metrô. Posso, futuramente, tentar esclarecer tais diferenças em outro texto.
Quem assistiu a um famoso episódio dos Simpsons provavelmente não considera a idéia do monotrilho muito boa. No desenho, o “vendedor” do sistema consegue convencer a população (não há vereadores na Springfield de Homer) a instalar um sistema de transporte caro, de mau gosto urbanístico e sem demanda em uma cidadezinha do interior. As coisas pioram quando Marge descobre outras cidades que aderiram ao monotrilho e entraram em decadência. (clique em “Mais” para ler o final do texto”). (mais…)

O Metrô divulgou recentemente resultados de sua pesquisa Origem e destino. A pesquisa, realizada a cada 10 anos, “tem por objetivo o levantamento de informações atualizadas sobre as viagens realizadas pela população da metrópole em dia útil típico.(…)Os dados coletados possibilitam a caracterização dos deslocamentos diários e, por meio de modelos de simulação, permitem a projeção das viagens em horizontes futuros, para avaliação de projetos de expansão ou reestruturação da rede de transportes, seja por metrô, trem ou ônibus” (texto da página do Metrô).
O caderno metrópole do Estadão fez um especial com os resultados da pesquisa: matérias analisando os resultados da pesquisa, além de uma série de gráficos com dados para interpretação. Dizem que os números, sob tortura, dizem qualquer coisa,  mas ainda assim é interessante notar um aumento significativo no número de locomoções de bicicleta neste último período de 10 anos (gráfico 6 do Estadão): praticamente dobrou- embora é preciso deixar claro que, por ser tão pouco, o dobro continua sendo pouco- além das locomoções a pé, que superam as feitas por automóveis.
A pesquisa é bem complexa e possibilita várias leituras diferentes. Faço apenas uma, relativa a números de veículos particulares e ônibus. O gráfico 1 do Estadão mostra em números totais a presença de carros e ônibus nas ruas: São 23.754 ônibus e 263.346 carros. Percentualmente dá algo em torno de 91,7% de carros contra 8,3% de carros, excluindo os caminhões desse universo, por ser muito mais provável que viajem para transportar cargas pela cidade, não passageiros.  Já a tabela 8 mostra comparações nos números de viagens onde, apesar de tamanha frota de veículos particulares em relação aos ônibus, o número de passageiros realizando viagens diárias de carro não chega a ser em 2 milhões superior ao número de passageiros de ônibus- algo em torno de 10 milhões de passageiros de carro contra 9 milhões de passageiros em ônibus.

Fazendo umas contas…
Com umas regras-de-três e outras continhas,  dá pra pegar o número de carros e veículos e estipular a capacidade de transporte de cada modo: Se cada um dos 263.346 carros transportasse 5 passageiros (caso raro), apenas de carro seria possível transportar 1,3 milhão de pessoas.  Com os ônibus urbanos apenas da Sptrans (14.759 para fev/2009), com uma capacidade estipulada em uns 80 passageiros (número que varia desde as lotações até os articulados), teríamos 1,18 milhão. Considerando o que sobrou de ônibus dessa conta (total – SPTrans), quase 9 mil busões, sejam todos fretados ou similares (desconsiderando ônibus urbanos da EMTU), com capacidade de 40 passageiros cada, seriam quase 356 mil passageiros a mais (ou 0,35 milhão), dando aos busões vantagem de capacidade de transporte frente aos carros, com 1,53 milhão de lugares.
Muitas variáveis foram desconsideradas, mesmo assim dá pra ter uma idéia de por que vivemos no caos.

Outro gráfico
O gráfico 16 dá um bom motivo pelo qual existem tantos carros nas ruas, mesmo sendo este o tipo menos eficiente de transporte no cotidiano de uma metrópole. Enquanto as viagens em tranporte particular raramente chegam a duas horas de duração, as viagens em tranporte coletivo ainda têm quantidades significativas nesta faixa de tempo, e até mais, sendo as únicas que beiram a marca das três horas no gráfico.
É evidente que a fuga de um transporte público ruim para os carros foi a saída para quem pôde comprar um carro. O gráfico poderia ser substituído pela frase “de carro demora bastante, mas demora menos que de ônibus”.

*Deixo a dica das matérias do Estadão- estão boas, embora achei que pudessem estar melhores, mais realistas.
**Gostaria de saber por que é preciso ter CNPJ cadastrado (?!?!) no site do Metrô para ter acesso ao relatório do Origem e Destino.

Exatamente um mês atrás saía, na Veja São Paulo, uma matéria chamada “Ônibus da discórdia”. Cito trechos: Os carros de luxo que circulam pelos 180 metros do trecho entre as avenidas Faria Lima e Nove de Julho da Rua Amauri, famosa pela alta concentração de restaurantes badalados, no Itaim Bibi, podem se livrar do fardo de dividir espaço com os ônibus. (…)O problema se agrava quando algum cliente de um dos catorze restaurantes da região estaciona o carro no meio da rua para entregar a chave aos manobristas. “Aí, os motoristas dos ônibus metem a mão na buzina e irritam quem quer comer com tranquilidade“, afirma Giliard dos Santos, funcionário da empresa de valet Golf Park. (grifos meus).
Dois dias depois outra matéria saía no Diário de S. Paulo:  Para mudar o itinerário para a Cidade Jardim, seria necessário alargar o cruzamento da avenida com a Rua Iguatemi, reduzindo o tamanho da calçada.
– Nós podemos até pagar por essa obra – sugere o dono do restaurante.
(mais…)

A Prefeitura de São Paulo se solidarizou com a causa dos boêmios. E de quebra ainda vai ajudar os donos de boteco para evitar que venham à falência.  Com a promulgação da já famosa Lei Seca e o aumento da fiscalização, é melhor decidir entre duas opções: motorista sóbrio ou passageiro bêbado.

Quem não quer parar de beber, não arranjou carona e prefere gastar o dinheiro do táxi com outras coisas, pode voltar pra casa de ônibus – mesmo às altas horas da madrugada. A SPTrans colocou em circulação, desde a última sexta-feira, duas novas linhas noturnas, para atender a região da Vila Madalena e Vila Olímpia. Memorize-as.

702N Term. Parque D. Pedro II – Pinheiros
748N Term. Lapa – Itaim Bibi

Para saber o itinerário completo das duas linhas, e ainda encontrar outras linhas noturnas que já operam há mais tempo, acesse matéria publicada no site da SPTrans

Finalmente fui conhecer o Fura-fila, PaulistãoExpresso TIradentes. Na tarde deste sábado (14 de junho), o movimento era apenas razoável. Os carros andavam com todos os bancos ocupados e poucos passageiros em pé.  Fiz a primeira viagem no sentido Terminal Sacomã, e pude ver que mais duas paradas, além das 5 ou 6 já em funcionamento, estão sendo construídas.
Os carros são articulados (Caio Mondego, automático, com motorização Mercedes para os entendidos), com piso baixo e bastante confortáveis e rápidos. A velocidade máxima é de 50 km/h- foi aumentada (era de 40 km/h) após a inauguração por não apresentar perigo (acho que a uns 60 ou 70km/h támbém não haveria problemas…).
Assim como este repórter que vos escreve, a maioria das pessoas no Expresso também só conheciam a situação dos ônibus aos sábados.  A reclamação maior foi pela alteração das linhas no Sacomã, e não propriamante pelo Fura-fila.
Para mim, ficou a impressão da obra feita sem muito planejamento. E isto ficou claro quando desci da Estação Pedro II do Metrô para embarcar no “Fura-fila”:  é preciso descer até o térreo da estação de metrô para depois subir para a estação de ônibus. As duas estações são elevadas mas não há uma ligação direta entre elas, é preciso descer até a rua e subir de novo!
Esta falta de planejamento fica ainda mais evidente quando, no caminho entre os dois transportes, é possíve ver a parte subterrânea do metrô Pedro II, uma estaçaõ praticamente pronta mas abandonada, sem linha.

***Assim que possível, disponibilizo os depoimentos dos passageiros e do motorista entrevistados neste sábado.

Pra quê gastar tanto dinheiro com um táxi até o aeroporto, se você pode ir de ônibus? A EMTU oferece aos usuários o Airport Bus Service, que possui uma frota de ônibus executivos e suburbanos operando entre os aeroportos de Congonhas e Cumbica.

Muita gente já viu diversos ônibus executivos trafegando em São Paulo. Para utilizar o serviço em um dos 22 veículos da frota, que possuem ar condicionado e poltronas reclináveis, o passageiro desembolsa uma tarifa de R$ 28,00. Os ônibus dessa linha partem do Terminal Barra Funda, Praça da República ou Faria Lima, com destino aos aeroportos, além de contar com um itinerário circular, que opera no circuito de hotéis em São Paulo.

Mas o que pouca gente sabe é que há uma alternativa muito mais barata: os ônibus suburbanos. Os oito veículos da frota são um pouco mais modestos que os executivos, mas com apenas R$ 3,40 é possível ir até Cumbica em poucos minutos. Os ônibus partem somente do Metrô Tatuapé, com destino ao Aeroporto Internacional. O intervalo de partida entre os ônibus costuma ser de vinte a trinta minutos.

Para maiores informações sobre o itinerário destas linhas, acesse http://www.emtu.sp.gov.br/aeroporto/

Desde o dia 26 de maio, há uma linha de ônibus nova ligando a região do Rio Pequeno à Brigadeiro Faria Lima. Trata-se do 775V/21 Shopping Iguatemi/Rio Pequeno, não confundam com o 775V/10, o Metrô Santa Cruz. O ônibus parte da praça Nilton Vieira de Almeida no Jardim Sarah e passa por trechos das vias principais R. Jorge Ward, Av. do Rio Pequeno, Av. Politécnica, Av. Corifeu de Azevedo Marques, Av. Vital Brasil, Largo de Pinheiros, R. Teodoro Sampaio e Av Brigadeiro Faria Lima até o ponto do Shopping Iguatemi. O percurso, segundo o site da SPTrans, leva cerca de uma hora, peguei a linha outro dia por volta de 8h e levei 45 minutos da Av. do Rio Pequeno nº200 até o Shopping, portanto ficando dentro do previsto. Detalhe importante: o ônibus não passa aos fins de semana.

Consultando a SPTrans, fui informado do seguinte motivo para a criação da linha “toda linha nova visa à atender uma demanda de passageiros de uma região a outra”. Ainda estou a busca de uma melhor especificação de qual região estava com uma ‘demanda’ não atendida. Uma hipótese, do motorista dessa linha, é de que ela terá como objetivo futuro ligar o Rio Pequeno à nova estação de metrô na Brigadeiro, mas isso precisa ser confirmado. Quando eu tiver mais informações, ponto aqui.

É bom lembrar que a linha xará dessa nova, a 775V/10 faz praticamente o mesmo percurso, depois seguindo para Santa Cruz. Outro detalhe: essa nova linha faz parte do percurso da extinta Vila Guacuri Rio Pequeno, linha muito extensa que além de ligar o Rio Pequeno à Faria Lima, seguia longe para Interlagos. Inclusive essa era a única opção, para quem não queria fazer integração saindo do Rio Pequeno ou da Corifeu indo para as Bandas de Interlagos. Essa demanda continua a não ser atendida.

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